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Cuidado ao contratar trabalhadores informais na Europa — veja como se proteger

Casos de trabalhadores contratados informalmente que acabam por furtar ou enganar os empregadores acontecem com mais frequência do que se imagina — e a comunidade brasileira na Europa não está imune a isso.

Se você contrata alguém para obras, limpeza, babysitting ou qualquer serviço dentro de casa, alguns cuidados básicos podem evitar dores de cabeça sérias.

Antes de contratar

Peça referências e verifique-as de verdade — ligue para quem indicou. Pesquise o nome completo da pessoa nas redes sociais. Desconfie de quem se apresenta como “super profissional” sem histórico verificável. Se possível, contrate através de empresas registadas ou plataformas com avaliação.

Formalize sempre que possível

Mesmo para trabalhos curtos, um contrato simples escrito com nome, serviço, valor e prazo protege as duas partes. Guarde cópia do documento de identificação — com o consentimento da pessoa.

Se aconteceu um furto

Em Portugal, pode fazer queixa de três formas: presencialmente numa esquadra da PSP ou posto da GNR, online pelo portal queixaselectronicas.mai.gov.pt ou directamente no Ministério Público. O prazo para furto simples é de 6 meses após o ocorrido. Junte provas: fotos, mensagens, testemunhas, registos de pagamento.

O que NÃO fazer

Não publique documentos pessoais do suspeito nas redes sociais — mesmo que seja para alertar a comunidade. Em Portugal e no resto da Europa, isso viola o RGPD e pode resultar em processo legal contra você, não contra o infrator. O caminho certo é a polícia.


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