Borboleta: sobre transformação, processo e vida
À medida que a lagarta se aproxima do processo de metamorfose, o seu corpo torna-se pesado e doloroso. Torna-se mais lenta e o seu estado começa a deteriorar-se. E ela reconhece-o. E esta é uma fase pela qual toda a gente tem de passar.
É a fase em que se chega a um ponto em que já não se pode ser quem se é.
Mas a lagarta não faz a mínima ideia do que lhe vai acontecer. E se ela pudesse escolher naquele momento: “Queres deixar de ser uma lagarta e passar a ser uma borboleta?” — ela certamente responderia: “Não, eu quero continuar sendo uma lagarta.”
Mas quando chega o processo de transformação, o processo de metamorfose, então vemos o passo final. Para se tornar uma borboleta, ela tem de abandonar o seu papel de lagarta.
Isto é difícil de compreender para todos nós. Sei que já passou por vários processos difíceis e dolorosos, mas são esses processos que permitem que o melhor de si brilhe e floresça.
Por vezes somos lagartas, outras vezes borboletas — e a isso chama-se vida.
Deixe que o seu processo seja vivido. É isso que nos permite reconhecer, curar e evoluir.
“A lagarta não precisa de um milagre para se tornar numa borboleta, precisa de um PROCESSO.”
