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9 países pediram para continuar. A Europa disse não. O que muda nas fronteiras para quem viaja agora

Desde 6 de setembro de 2026, acabou o mecanismo que permitia aos países europeus aliviar as filas nos aeroportos suspendendo temporariamente a recolha de biometria — impressões digitais e foto — nos postos de fronteira mais congestionados. A Comissão Europeia recusou prorrogar a medida, mesmo com nove países a pedir o contrário.

Bélgica, França, Alemanha, Grécia, Itália, Malta, Países Baixos, Portugal e Suíça enviaram carta ao comissário Magnus Brunner a 7 de julho pedindo a manutenção da flexibilidade. A resposta foi não. A partir de agora, o controlo biométrico é obrigatório em todas as entradas no espaço Schengen, sem exceção, mesmo nos momentos de maior afluência.

Para o brasileiro que vive na Europa e viaja ao Brasil — seja para as eleições de outubro, seja para o Natal —, o impacto é direto: não há mais atalho na fila. Mesmo com documentos em ordem e residência legal, a passagem pela fronteira vai incluir o registo biométrico completo em todas as chegadas. Em aeroportos com volume elevado, como Lisboa, Frankfurt ou Paris, isso pode significar esperas mais longas do que o habitual nos próximos meses.

O contexto é importante: esta “válvula de escape” existia desde que o EES — o sistema europeu de registo de entradas e saídas — entrou em vigor a 10 de abril de 2026. Foi criada precisamente para evitar o colapso nas fronteiras durante o período de adaptação. Com o fim da flexibilidade, o sistema passa a funcionar sem qualquer margem de manobra operacional.

O recado prático é simples: quem vai viajar nos próximos meses deve chegar ao aeroporto com mais antecedência do que o costume e não contar com filas rápidas na chegada à Europa.

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