Espanha regulariza em 2 anos e dá passaporte europeu em mais 2 — e brasileiros levam vantagem sobre todo o mundo
Enquanto Portugal exige 7 anos para a nacionalidade e a Alemanha fechou a via rápida de 3 anos, a Espanha segue sendo o caminho mais curto para um passaporte europeu entre os grandes países da União Europeia. E os brasileiros são os que mais se beneficiam disso.
O motivo é uma combinação difícil de bater: o Real Decreto 1155/2024, que reformou o Regulamento de Estrangeiros, reduziu o tempo exigido para o arraigo de 3 para 2 anos na maioria das modalidades. Isso significa que quem está irregular na Espanha pode pedir residência legal depois de apenas 2 anos no país — sem precisar sair, sem precisar de contrato assinado antes de chegar, sem precisar de visto prévio. Basta comprovar que está lá.
Depois de regularizado, vem a parte que faz toda a diferença para os brasileiros: o vínculo ibero-americano. Enquanto um cidadão de qualquer outro país precisa esperar 10 anos de residência legal para pedir a nacionalidade espanhola, para brasileiros (e cidadãos de outros países ibero-americanos) esse prazo cai para 2 anos. Dois anos de arraigo para regularizar, dois anos de residência legal para pedir a cidadania — e quem entrou sem documentos pode estar com passaporte europeu em mãos em quatro anos.
O novo regulamento também flexibilizou a autorização de trabalho para estudantes, abrindo mais uma porta de entrada legal no país.
O ponto de atenção é que existem duas normas distintas circulando ao mesmo tempo: o decreto de 2024, que está em vigor, e a regularização extraordinária que tem prazo. Confundir as duas pode custar caro. Antes de entrar com qualquer pedido, vale checar qual das duas normas se aplica ao seu caso e se o prazo da extraordinária já passou.
Para quem está pesando as opções na Europa — Portugal, Alemanha, França, Itália — a conta da Espanha é difícil de ignorar. Não é o país mais fácil de viver, e o mercado de trabalho tem suas exigências, mas em termos de regularização e caminho para o passaporte, nenhum outro grande país da UE oferece o mesmo.
